A Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro vai passar a integrar a Rede de Emergência Solidária, no âmbito de uma parceria promovida pela Entrajuda, em articulação com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome e a Cruz Vermelha Portuguesa, no quadro da iniciativa SOS-Tempestades.

A integração pretende reforçar e coordenar a resposta às populações afetadas pelas tempestades que assolaram o país nos meses de janeiro e fevereiro, garantindo uma atuação mais eficiente, alinhada com as necessidades reais identificadas no terreno e evitando duplicações de esforços.

Através desta articulação com os Municípios, as Juntas de Freguesia e as instituições locais, a Estrutura de Missão vai colaborar na sinalização de situações de maior vulnerabilidade e na distribuição de donativos através das autarquias e das IPSS. Os apoios incluem bens essenciais como eletrodomésticos, mobiliário, roupa e alimentos, sempre que estas necessidades não estejam cobertas por outros mecanismos ou não possam aguardar respostas mais demoradas.

A Rede de Emergência Solidária dispõe de uma plataforma de registo e gestão de donativos que permite o levantamento estruturado de necessidades junto de mais de mil instituições sociais nos concelhos afetados, assegurando total rastreabilidade e transparência na prestação de contas. A rede conta ainda com várias parcerias institucionais que reforçam a sua capacidade de intervenção no terreno.

“Isso permite acudir a cada situação de forma mais eficaz e evitar a sobreposição de respostas. É esse o objetivo da Rede de Emergência Solidária: congregar as respostas para potenciar o impacto, estabelecendo parcerias de proximidade com as entidades que no terreno têm um conhecimento real das necessidades. Existem vários níveis de resposta e procuramos dar resposta célere às mais básicas e imediatas, mantendo a esperança”, sublinha Isabel Jonet, presidente da Entrajuda.

Por sua vez, o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, salienta que “a Estrutura de Missão tem desenvolvido um trabalho permanente de auscultação e de interação com os diversos agentes do território, sendo por isso fundamental assegurar soluções articuladas que garantam eficiência, complementaridade e transparência nos diferentes níveis de resposta”.

A parceria permitirá ainda encaminhar para a plataforma de financiamento colaborativo da Estrutura de Missão projetos de maior escala, nomeadamente a recuperação de equipamentos sociais e infraestruturas, mobilizando investidores institucionais e a comunidade em geral.

Esta abordagem integrada reforça a cooperação entre entidades públicas e privadas, num momento em que persistem necessidades relevantes nos territórios afetados pelas intempéries.