Os gastos com a defesa vão aumentar 6,7% a nível global até 2035, com a Europa a liderar esse crescimento duplicando o valor de 571 mil milhões para 1,2 biliões de dólares (1,01 mil milhões de euros), indica o relatório “Global Military Aircraft Fleet and Sustainment Outlook 2026–2036”, elaborado pela consultora Oliver Wyman.
O estudo estima que a frota militar mundial passe de 45 mil aeronaves em 2026 para 51 mil em 2036 e que a Europa receba mais de 110 mil milhões de dólares (92,6 mil milhões de euros) em novas aeronaves militares até 2032.
A procura por manutenção, reparação e operações também deverá crescer 1% ao ano na próxima década, com o segmento de motores como principal impulsionador. Os sistemas não tripulados orientados para o combate, incluindo as Collaborative Combat Aircraft (CCA), ganharão peso operacional antes de 2030 e alterarão o padrão de manutenção.
“A Europa entra num ciclo de investimento que combina mais entregas de aeronaves militares, maior disponibilidade e maiores exigências de sustentabilidade no setor da defesa”, afirma Carlos García Martín, Partner de Transporte e Serviços da Oliver Wyman. “A indústria precisa de antecipar, desde já, a capacidade produtiva, as peças sobresselentes e o talento técnico para atingir os seus objetivos operacionais antes de 2032”, acrescenta.
Quanto à frota militar ativa, a Oliver Wyman projeta que esta crescerá de 44 700 aeronaves no início de 2026 para 50 700 no início de 2036, à escala mundial. Este aumento de aproximadamente 6 mil unidades é sustentado pelo crescimento dos gastos europeus, pelo dinamismo do Médio Oriente e da Ásia-Pacífico e pelo avanço dos sistemas não tripulados. Ainda de acordo com o relatório, os sistemas não tripulados (drones) representam uma das transformações mais relevantes no setor da Defesa. Projeta-se um crescimento global de 10% ao ano nas entregas de sistemas aéreos não tripulados de grande porte durante a próxima década, o ritmo mais elevado entre todos os segmentos.