O Brasil registou no primeiro trimestre do ano um excedente na sua balança comercial de 14.176 milhões de dólares (13.050 milhões de euros), mais 47,6% em comparação com o mesmo período de 2025, indicou esta terça-feira o Governo.
O forte aumento deve-se ao facto das exportações terem crescido 7,1% nos três primeiros meses, atingindo 82.338 milhões de dólares (75.760 milhões de euros), enquanto as importações aumentaram apenas 1,3%, para 76.878 milhões (70.730 milhões de euros), segundo o Ministério da Indústria e Comércio.
O aumento das vendas ao exterior no primeiro trimestre deveu-se em parte ao crescimento de 22,6% nas exportações de produtos mineiros e energéticos, para 20.820 milhões de dólares (19.150 milhões de euros), principalmente as de petróleo (+31% em valor e +50,2% em volume).
As exportações do setor agropecuário da maior economia da América Latina aumentaram 2,4%, para 17.210 milhões de dólares (15.830 milhões de euros), impulsionadas pela soja, cujas vendas cresceram 11,4% em valor, para 9.637 milhões de dólares (8.870 milhões de euros).
Quanto aos destinos, o aumento das vendas foi impulsionado sobretudo pela China, principal parceiro comercial do Brasil, para onde as exportações cresceram 21,7%, atingindo 23.890 milhões de dólares (21.980 milhões de euros) no primeiro trimestre.
As vendas para a União Europeia aumentaram 9,7% (cerca de 11.250 milhões de euros), enquanto as destinadas aos Estados Unidos caíram 18,7% (cerca de 7.160 milhões de euros).
O Brasil encerrou 2025 com um excedente comercial de cerca de 62.830 milhões de euros, menos 7,9% do que em 2024.
Ainda assim, registou exportações recorde de cerca de 320.780 milhões de euros, apesar da guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos.