A SAD do FC Porto apresentou esta quarta-feira os resultados consolidados do primeiro semestre do exercício 2025/2026.
As contas da SAD relativas ao 1.º semestre de 2025/26, revelam um resultado atribuível aos acionistas negativo em 866 mil euros. Uma deterioração face ao valor positivo de 334 mil euros no primeiro semestre de 2024/2025, dado o crescimento dos interesses minoritários, situação que resulta essencialmente dos 30% da Porto Stadco que foram alienados, explicou o clube.
Os interesses minoritários, que tiveram um impacto negativo de quase 2,8 milhões de euros.
Sem excluir os interesses minoritários a SAD do Porto reportou um resultado líquido positivo de 1,9 milhões de euros. O que traduz um crescimento face ao período homólogo (que era de 638 mil euros), impulsionado pelo crescimento nas transações de jogadores e receitas operacionais, num período marcado por uma forte redução do passivo financeiro.
A SAD conseguiu reduzir a dívida financeira líquida em 46,4 milhões face a 30 de junho de 2025 e por isso os custos financeiros líquidos baixaram 2,2 milhões para os 10,5 milhões de euros.
O Passivo total da sociedade reduziu-se em 2,0 milhões de euros.
Este foi um semestre em que o clube disputou a Liga Europa, não usufruindo das receitas mais avultadas da Liga dos Campeões, segundo a SAD do FC Porto.
“As receitas operacionais excluindo passes de jogadores atingiram os 80,9 milhões, crescendo 3,8 milhões face aos 77,1 milhões do período homólogo do ano anterior, apesar de ter registado uma redução de 2,2 milhões nas receitas de direitos televisivos por se ter registado menos um jogo da Liga Portuguesa face ao período homólogo.
Os resultados relacionados com passes de jogadores atingiram os 41,6 milhões, aumentando 15,3 milhões face aos 26,4 milhões do período homólogo.
Do lado da despesa, os custos operacionais (excluindo passes) subiram 18% para 87,9 milhões, refletindo o investimento na equipa principal.
Mas, o EBITDA (Cash Flow Operacional) melhorou, fixando-se nos 39,3 milhões o que compara com os 35,1 milhões no período homólogo).
O Capital Próprio consolidado, embora continue negativo (-6,2 milhões), registou uma recuperação de 4,2 milhões face aos -10,5 milhões de euros registados no fecho do exercício anterior (junho de 2025).