As marcas de automóveis premium estão a entregar carros hiper personalizados por via aérea aos seus principais clientes no Médio Oriente.
Na semana passada, a Ferrari interrompeu as entregas da maioria dos veículos para o Golfo, uma vez que os navios de transporte de automóveis continuam impedidos de entrar na região devido às restrições impostas pelo Irão no Estreito de Ormuz.
No entanto, a marca de carros italiana afirmou estar a efetuar “algumas entregas via aérea”. A Ferrari também informou que os seus veículos poderiam ser enviados para clientes fora da região, caso fosse solicitado.
Por sua vez, a Bentley afirmou que estava a utilizar o inventário existente na região para satisfazer encomendas feitas antes do início do conflito e que não estava a realizar entregas por via aérea.
Já a Rolls-Royce, detida pela BMW, afirmou estar a fazer “tudo o que é possível” para satisfazer a procura dos clientes, mas recusou avançar com mais detalhes.
“É uma região muito importante para nós”, afirmou Chris Brownridge, CEO da Rolls-Royce Motor Cars, acrescentando que mantém contacto diário com os seus clientes no Médio Oriente. “Muitos dos nossos clientes que aguardam veículos gostariam que estes fossem entregues e estamos a trabalhar o melhor que podemos com a logística para facilitar essa entrega”, acrescentou.
O custo médio para transportar por avião um quilograma de carga da Europa para o Médio Oriente aumentou dois terços desde o início do conflito, fixando-se agora nos 2,96 dólares, de acordo com a Freightos, um serviço de informação logística. O custo de transportar um veículo de luxo por via aérea é ainda mais elevado.