Pelo nono ano consecutivo, a Finlândia conquistou o primeiro lugar no Relatório Mundial da Felicidade da ONU. O relatório, publicado anualmente perto do Dia Internacional da Felicidade da Organização das Nações Unidas, classifica mais de 140 países com base como as pessoas avaliam suas próprias vidas. Os dados vêm principalmente do Gallup World Poll. A avaliação leva em conta fatores como apoio social, expectativa de vida saudável, liberdade, generosidade e percepções de corrupção.

Mais uma vez, a Finlândia ocupa o 1º lugar, seguida por um grupo já familiar de países, a Islândia (2º) e a Dinamarca (3º).

Os finlandeses relataram uma pontuação média de avaliação de vida de 7,764 em 10, bem à frente da maioria dos outros países.

O topo continua dominado por países nórdicos, para além da Finlândia em 1º (pelo 9º ano consecutivo), da Islândia e da Dinamarca, os nórdicos com Suécia (5º) e Noruega (6º) mantém-se bem posicionados neste ranking.

A Costa Rica é um dos destaques deste ano, subindo para a 4ª posição, naquele que é o seu melhor resultado da história e num momento importante para a América Latina. O país está em ascensão constante.

Depois em sétimo, oitavo e nono, estão os Países Baixos, Israel e Luxemburgo.

Portugal está atualmente classificado em 69º lugar no ranking de felicidade do World Happiness Report 2026 (o relatório mais recente, lançado este mês de março ), com uma pontuação de life evaluation de 6,029 (numa escala de 0 a 10).

Portugal caiu em relação a edições anteriores — por exemplo, no relatório de 2025 estava em 60º com cerca de 6,013 pontos.

Esse ranking baseia-se nos dados do Gallup World Poll, que avalia as avaliações de vida das pessoas (média de 2023–2025). O relatório é publicado em parceria entre o Wellbeing Research Centre da Universidade de Oxford, a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O relatório de 2026 analisa o impacto das redes sociais e da conectividade constante no bem-estar, destacando evidências crescentes de que o aumento do tempo online pode afetar negativamente a qualidade de vida.

Na Finlândia, frequentemente citada pela sua forte ligação à natureza e estilo de vida equilibrado, o segredo da felicidade está em fazer o oposto: afastar-se dos ecrãs, abrandar o ritmo e passar tempo na natureza. Para celebrar o marco, o país lançou um convite global inusitado: abandonar as notificações e aprender a relaxar como um finlandês através de um “detox digital” gratuito. A Visit Finland oferece uma viagem gratuita de 7 dias à Finlândia para quem procura um detox digital.

O relatório deste ano foca-se no impacto negativo da conectividade constante no bem-estar. Em resposta, a organização Visit Finland criou o desafio Chill Like a Finn, que oferece uma viagem de sete dias com tudo pago para a região de Lakeland — o maior distrito de lagos da Europa — a quem demonstrar que precisa urgentemente de uma pausa dos ecrãs.

Outros países felizes

Enquanto isso, a Suíça retorna ao top 10 na 10ª posição após ter ficado de fora no ano passado.

Noutros lugares, avanços contínuos de países como Kosovo (16º), Eslovénia (18º) e República Checa (20º) apontam para uma convergência mais ampla nos níveis de felicidade entre a Europa Central e Oriental e a Europa Ocidental.

Ao mesmo tempo, o ranking evidencia uma ausência notável: pelo segundo ano consecutivo, nenhum país de língua inglesa aparece no top 10, com apenas metade deles figurando entre os 20 primeiros. A Nova Zelândia ocupa o 11º lugar, seguida por Irlanda (13º), Austrália (15º), Estados Unidos (23º), Canadá (25º) e Reino Unido (29º).

Países afetados por conflitos continuam nas últimas posições. Em 2026, o Afeganistão é novamente o país mais infeliz do mundo, ocupando o último lugar. Serra Leoa (146º) e Malawi (145º) completam a lista dos menos felizes.

A título de curiosidade, a Rússia (Russian Federation) está em 79º lugar, com pontuação de 5,834; a China em 65º lugar, com pontuação de 6,074; o Irão em 97º lugar, com pontuação de 5,151 e por fim a Ucrânia em 111º lugar, com pontuação de 4,658.