A Raize – Instituição de Pagamentos anunciou ao mercado um plano estratégico para reforçar os seus fundos próprios através de um aumento de capital social de 1,5 milhões de euros. O objetivo é reforçar os fundos próprios de Nível 1.
A operação eleva o capital social dos atuais 575 mil euros para aproximadamente 780 mil euros. Ou seja, um aumento de capital por entradas em dinheiro de 205.3 mil euros. Este reforço será realizado através da emissão de até 1.785.714 novas ações ordinárias, com um preço de subscrição fixado em 0,84 euros por ação, valor que reflete a média ponderada das cotações da empresa na Euronext Access nos últimos seis meses.
A diferença entre o valor nominal e o preço de subscrição (ágio) totaliza cerca de 1,29 milhões de euros, que reverterão para reservas.
O aumento de capital é realizado mediante oferta particular dirigida aos atuais acionistas da Sociedade titulares de direitos de voto iguais ou superiores a 2% (dois por cento) do capital social da empresa.
O momento para a realização está ancorado ao prazo de 30 dias contados da data da decisão do Banco de Portugal de não oposição à realização do aumento nos termos deliberados. Já o direito de preferência é para os acionistas da Raize que, às 00:00 horas (hora de Lisboa) do dia 16 de março de 2026, correspondente ao 5.º dia de negociação anterior ao da realização da Assembleia Geral, sejam titulares de pelo menos 2% do capital social da Sociedade têm direito de preferência na subscrição de novas ações.
O aumento de capital será estruturado como uma oferta particular dirigida exclusivamente aos acionistas que detêm participações iguais ou superiores a 2%.
Neste contexto, a Flexdeal – SIMFE, que é atualmente a maior acionista da Raize com cerca de 49% do capital, assumiu um compromisso firme de subscrever a totalidade das ações que eventualmente não sejam tomadas pelos restantes acionistas elegíveis.
Esta garantia assegura a execução integral do montante previsto, embora a eficácia final da operação permaneça condicionada à autorização prévia e não oposição do Banco de Portugal, conforme as normas regulamentares do setor financeiro.
Reorganização Financeira Adicional
Além da entrada de capital fresco, a ordem de trabalhos da Assembleia Geral inclui a regularização de 2 milhões de euros em prestações acessórias já realizadas em 2025 pelos fundos de capital de risco C2 R&D Growth.
Com regularização de 2 milhões de euros já injetados entre junho e julho de 2025 pelos fundos C2 R&D Growth (VI, IX e XI) estes fundos passarão a estar sujeitos ao regime de prestações suplementares.
A proposta visa sujeitar estes montantes ao regime de prestações suplementares, fortalecendo ainda mais a estrutura de balanço da instituição.
Este movimento visa robustecer os fundos próprios de Nível 1, garantindo que a instituição mantém rácios de solvabilidade sólidos para continuar a operar como plataforma de financiamento e pagamentos. A operação consolida também a posição da Flexdeal como parceiro estratégico central na capitalização da empresa.
A Flexdeal é atualmente o maior acionista da Raize, sendo titular de 2.460.523 ações, que representam 49,21 % do capital social e direitos de voto da Raiz e o Presidente do Conselho de Administração da Raize, Alberto Amaral, é também o Presidente Executivo da Flexdeal.