A Furiosa AI, empresa sul-coreana especializada em chips para aplicações de inteligência artificial, anunciou hoje a abertura da sua sede europeia em Lisboa. “O novo escritório marca um passo determinante na expansão internacional da empresa e posiciona Portugal como o centro estratégico das operações da Furiosa AI no continente europeu”, refere a empresa sul-coreana em comunicado.

Nuno Lopes é o Diretor da Furiosa AI Europa e, citado na nota, diz que “Portugal tem uma comunidade de referência mundial em compiladores, um ecossistema consolidado no desenho de chips, centros de dados alimentados com energia limpa, e um conjunto crescente de startups e integradores de soluções de IA”.

“Era a localização óbvia para a sede europeia da Furiosa AI. Estamos muito orgulhosos por trazer para Portugal uma empresa que atua numa área tão crítica; no mundo inteiro são apenas meia dúzia as empresas capazes de desenvolver tecnologia desta natureza”, acrescenta.

Nuno Lopes acumula a função de Diretor da Furiosa AI Europa com a de professor e investigador do Instituto Superior Técnico. A sua nomeação reforça a ponte entre a investigação académica de ponta e a aplicação industrial da marca.

“Nuno Lopes é um especialista mundialmente reconhecido na área de compiladores, com quase uma década de carreira na Apple e na Microsoft Research antes de assumir a liderança da sede europeia da Furiosa AI, e um historial de contribuições científicas de referência”, lê-se no comunicado.

A abertura da sede europeia em Lisboa posiciona a capital portuguesa como o centro nevrálgico das suas operações da tecnológica no continente europeu.

A decisão estratégica visa responder à crescente procura europeia por soberania tecnológica e soluções de Inteligência Artificial (IA) sustentáveis.

A abertura da sede europeia em Lisboa “insere-se na estratégia da Furiosa AI de se posicionar como parceiro de referência para empresas, instituições públicas e projectos de investigação europeus que procuram alternativas soberanas no domínio da inteligência artificial”, avança a tecnológica.

A empresa destaca-se no mercado com o acelerador RNGD, concebido para operar em centros de dados convencionais. Ao contrário dos GPUs tradicionais, que exigem infraestruturas complexas de arrefecimento líquido e alta potência, o chip da Furiosa AI funciona com arrefecimento a ar. Esta caraterística permite que organizações com infraestruturas mais antigas adotem IA de alta performance sem necessidade de obras de adaptação dispendiosas, explica o comunicado.

O crescimento da Furiosa AI é impulsionado por parcerias com gigantes sul-coreanos. “A Samsung SDS já integrou o chip RNGD no seu novo serviço de computação cloud, enquanto a LG AI Research lançou uma solução ‘pronta a usar’. Este servidor on-premise combina o hardware da Furiosa AI com o modelo EXAONE 4.0, permitindo operações de IA de grande escala sem dependência de ligação à internet”, refere.

A escolha de Portugal prende-se com a qualidade do ecossistema local no desenho de chips e na disponibilidade de especialistas em compiladores. O escritório de Lisboa terá funções transversais, acumulando a gestão comercial europeia com o suporte técnico e o desenvolvimento de I&D em semicondutores e PCBs.

Num contexto de forte investimento da União Europeia em infraestruturas como as AI Gigafactories, a Furiosa AI pretende ser o parceiro de eleição para instituições que procuram alternativas soberanas. A empresa compromete-se a investir no talento local e a colaborar estreitamente com universidades e startups para fortalecer o tecido tecnológico nacional e europeu.