O Ministério dos Transportes de Angola anunciou a abertura de um concurso público internacional para a concessão dos serviços de gestão, manutenção e exploração do Terminal de Águas Profundas do Caio, situado a cerca de oito quilómetros da cidade de Cabinda.
Lançado esta quinta-feira, dia 9 de abril, o procedimento concursal enquadra-se na estratégia de modernização e competitividade do setor portuário do Executivo e “representa um compromisso claro com a transparência, com a concorrência e com a seleção de parceiros com capacidade técnica, experiência comprovada e visão de longo prazo” do Governo angolano, afirmou o titular da pasta dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu.
O contrato de concessão do Terminal de Águas Profundas do Caio, que faz parte do projeto do Porto de Águas Profundas do Caio, desenvolvido pelo Estado angolano através da Caioporto e da Empresa Portuária de Cabinda, será válido por 20 anos.
Localizada na costa atlântica da África Central e próxima da República do Congo e da República Democrática do Congo (RDC), a nova infraestrutura portuária estruturante garante capacidade para navios de grande porte, como embarcações até cinco mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit, ou unidade equivalente a 20 pés). Encontra-se num posicionamento estratégico para o comércio regional, sendo uma peça da visão integrada de desenvolvimento do corredor logístico do Norte do país, conciliando infraestruturas portuárias, ferroviárias e fronteiriças.
“Cabinda assume aqui uma posição singular enquanto plataforma estratégica para Angola e para a África Central, com capacidade para estruturar novas dinâmicas de integração económica regional”, acrescentou o ministro dos Transportes, durante a cerimónia de apresentação do concurso.
De acordo com o Executivo angolano, o concurso é direcionado para operadores ou consórcios “com comprovada experiência” na gestão de terminais portuários internacionais”, sendo “exigidos requisitos de qualificação técnica, financeira e operacional”, nomeadamente experiência “relevante em concessões portuárias, robustez financeira e capacidade comprovada de gestão de volumes significativos de carga”.
As propostas podem ser apresentadas até 27 de julho de 2026.