O Governo escolheu o Técnico Innovation Center, em Lisboa, para receber esta terça-feira, 24, o debate sobre as prioridades nacionais nas áreas da investigação e da inovação, no âmbito da criação da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2).

Maria do Rosário Partidário, coordenadora da equipa apresenta a versão final da metodologia, após a incorporação dos contributos das entidades auscultadas, nomeadamente, do sistema científico e tecnológico, setor empresarial, administração pública e da sociedade civil.

Já Eugénio Campos Ferreira apresenta a análise do ecossistema científico, tecnológico e de inovação nacional, na sequência do Grupo de Trabalho criado pelo Executivo para o efeito e que coordenou.

O encontro é organizado pelos Ministérios da Educação, Ciência e Inovação e Economia e da Coesão Territorial e conta com intervenções de Fernando Alexandre, na abertura, e Manuel Castro Almeida, no encerramento. Raúl Fangueiro e Adélio Mendes, membros do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), revelam as principais recomendações deste órgão consultivo do Governo.

A chefe da Divisão de Política de Ciência e Tecnologia da OCDE, Alessandra Colecchia aborda o tema Science, Technology and Innovation Outlook 2025 – Driving change in a shifting landscape, e Ricardo Reis, professor da London School of Economics, coordenador da Comissão de Acompanhamento que vai monitorizar o processo de definição das prioridades nacionais de Investigação e Inovação, analisa as Grandes tendências globais e desafios de Portugal e da Europa.

O estado atual da investigação e da inovação dá o mote a um debate, moderado pelo presidente do CNCTI, Carlos Oliveira, no qual participam Paulo Jorge Ferreira, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e reitor da Universidade de Aveiro, Orlando Rodrigues, membro da Comissão Permanente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Hermínia Vilar, reitora da Universidade de Évora, Jorge Portugal, diretor-Geral da COTEC Portugal, e Eugénio Campos Ferreira.

Da parte da tarde, o debate centra-se na versão final da metodologia. Maria do Rosário Partidário modera o painel onde intervêm Helena Canhão, secretária de Estado da Ciência e Inovação, João rui Ferreira, secretário de Estado da Economia, Madalena Alves, presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e António Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI).

O Decreto-Lei n.º 132/2025, que cria a Agência para a Investigação e Inovação, que resulta da fusão da Agência Nacional de Inovação (ANI) com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), foi publicado em Diário da República na véspera de Natal, 24 de dezembro.

Fernando Alexandre apresenta a AI² como um novo paradigma na gestão do investimento em investigação e inovação, com um foco no médio e longo prazo” e salienta os seus benefícios: “mais impacto social e económico”, além “de corrigir as fragilidades identificadas, de modo a melhorar o serviço a toda a comunidade”.

A AI² terá um mandato definido em Resolução do Conselho de Ministros, financiamento plurianual proveniente de receitas de impostos e de outras fontes públicas e privadas. O contrato-programa tem uma carta de missão e a duração de cinco anos, o que, salienta o ministro visa “garantir estabilidade e previsibilidade aos investigadores e inovadores”.

“Além de promover a investigação fundamental, permitirá reforçar a ligação da investigação e do desenvolvimento tecnológico ao tecido empresarial, à administração pública e ao sector social, alavancando novas oportunidades para os beneficiários. Está igualmente assegurado o financiamento da educação doutoral, das carreiras científicas, das instituições e das infraestruturas científicas e tecnológicas”.