As agências de rating continuam a demonstrar o seu otimismo relativamente a Portugal, refletindo a confiança dos investidores no país, diz o Ministério das Finanças em comunicado em reação à ação de rating da Fitch desta sexta-feira.
A Fitch reviu em alta a perspetiva da República para “positiva”, juntando-se assim à Standard & Poor’s (S&P), que na semana passada também já tinha revisto em alta o outlook, depois de em fevereiro ter subido, pela segunda vez em sete meses, o rating de Portugal.
Para o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, “esta é uma boa notícia para Portugal e para os portugueses, fruto do trabalho das famílias e das empresas, e reforça a necessidade de continuar a trabalhar para reduzir o peso da dívida do país e reforçar a resiliência da economia portuguesa”.
Joaquim Miranda Sarmento destaca que apesar do contexto internacional adverso, Portugal ocupa, atualmente, o patamar “A” na tabela de todas as agências de notação financeira, devido à capacidade de redução do endividamento externo, da responsável gestão orçamental e de resiliência da economia portuguesa.
“No que respeita à execução orçamental, importa salientar ainda que, em contabilidade pública, o ano de 2025 terminou com um excedente de 1,3 mil milhões de euros, um aumento de 900 milhões face ao ano anterior. Acresce que Portugal registou, em 2025, uma redução histórica do rácio da dívida pública, que caiu para 89,6% do Produto Interno Bruto (PIB), superando a meta de 90,2% fixada no Orçamento do Estado para 2025 e tendo-se fixado em mínimos de 16 anos”, escreve o Ministério.
“Por sua vez, o endividamento externo desceu no ano passado para 110,9 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde o terceiro trimestre de 2007, de acordo com os dados do Banco de Portugal”, acrescenta.
Para o Governo estes dados “evidenciam que o trabalho do Governo está a produzir resultados, reforçando a confiança na ação governativa, que de resto tem vinda a ser internacionalmente reconhecida pelos agentes políticos e económicos”.