O Governo português diz estar a acompanhar “com grande preocupação” o que está a acontecer no Médio Oriente na sequência da iniciativa militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, estando também em coordenação com os parceiros europeus, os parceiros da região e os aliados da NATO.

“Sob a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a nossa rede diplomática, em particular através das embaixadas na região, está plenamente mobilizada para a proteção dos nossos cidadãos, a quem apelamos que mantenham a máxima cautela. A proteção dos civis é essencial e deve ser plenamente assegurada”, lê-se em comunicado oficial.

O Governo pede também “máxima contenção” a todas as partes, no sentido de evitar uma escalada e preservar a paz e segurança internacionais. Para isso, frisa, é “necessário que o programa nuclear do Irão, que é há muito uma preocupação da comunidade internacional, cesse”. “Insistimos também, como sempre fizemos, na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível”, acrescenta a nota.

Portugal condena ainda aquilo que diz serem “injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região – entre eles, a Arábia Saudita, o Qatar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia -, que devem cessar imediatamente”.

Recorde-se que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não quis fazer qualquer comentário sobre o assunto – tendo remetido os esclarecimentos para o comunicado oficial.

O Governo não conseguiu livrar-se, entretanto, de uma polémica criada em torno da utilização da Base das Lages pelas tropas norte-americanas, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros a afirmar que não há nenhuma autorização especial a conceder aos norte-americanos, no quadro da operação militar de que resultou o ataque ao Irão.