A Guarda Revolucionária iraniana afirma que o Irão encerra o Estreito de Ormuz se o Presidente norte-americano, Donald Trump, avançar com a ameaça de atacar as centrais iranianas caso o país não abra o Estreito de Ormuz em 48 horas. Esse prazo termina às 03h14, de 24 de março (no Irão), pelas contas da BBC.

Num comunicado, transcrito pela agência noticiosa Reuters, a Guarda Revolucionária referiu que as empresas com ações norte-americanas seriam “completamente destruídas” se as instalações iranianas fossem atacadas pelos Estados Unidos, como ameaçou Donald Trump, acrescentando que as instalações energéticas em países que possuam bases norte-americanas seriam alvos “legais”.

Recorde-se que através da rede social Social Truth, Donald Trump, tinha afirmado que se o Irão “não abrisse completamente, sem ameaças” o Estreito de Ormuz, em 48 horas, os Estados Unidos iriam “atacar e destruir” as suas centrais de energia, começando pela maior.

Em resposta à ameaça de Donald Trump o exército iraniano anunciou no domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas.

“Se a infraestrutura petrolífera e energética do Irão for atacada pelo inimigo, todas as infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de dessalinização de água pertencentes aos Estados Unidos e ao regime da região serão alvo de ataques”, declarou o porta-voz do comando operacional do exército, Khatam al-Anbiya, num comunicado publicado pela agência Fars.

A fonte não especificou a que “regime” se referia.

Pelo Estreito de Ormuz passam cerca de 20% do tráfego de petróleo mundial. Desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel, e Irão, que o Estreito tem estado fortemente condicionando, levando ao disparar do preço de matérias-primas como o petróleo e o gás natural.

Estreito do Ormuz aberto à navegação exceto a “inimigos do Irão”

Refira-se também que o Irão já tinha afirmado que o Estreito de Ormuz estava aberto a toda a navegação, exceto a embarcações que estão ligadas aos “inimigos do Irão”, como assinalou a agência noticiosa Reuters, tendo por base relatos de meios de comunicação iranianos que citam o representante do Irão na agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU), Ali Mousavi.

A Reuters salientou que Ali Mousavi referiu que o Irão vai continuar a cooperar com a Organização Marítima Internacional no sentido de melhorar a segurança marítima e proteger os marinheiros no Golfo, adiantando também que as embarcações que não pertençam aos “inimigos do Irão” podem atravessar o Estreito de Ormuz coordenando as medidas de segurança com o Irão.

Ali Mousavi, em declarações transcrita pela mesma agência noticiosa, salientou que apesar da “diplomacia continuar a ser a prioridade” do Irão, uma cessação completa da agressão bem como a confiança mútua “são mais importantes”.