O advogado e autor Adolfo Mesquita Nunes, conhecido pelo livro “Algoritmocracia”, alertou para a necessidade urgente de debater a possível intromissão de agentes externos maliciosos nas eleições portuguesas, numa intervenção na Renascença. O especialista sublinhou que a campanha presidencial portuguesa praticamente ignorou os desafios colocados pela inteligência artificial, apesar da sua presença subjacente.

Mesquita Nunes defendeu que um Presidente da República tem a capacidade e a responsabilidade de promover debates fundamentais para o futuro do país, como a requalificação profissional e a literacia mediática dos cidadãos. No entanto, constatou que, relativamente aos riscos e oportunidades da IA, os debates “são muitos mas ficaram à porta da campanha”.

A sua intervenção surge no contexto de uma crescente preocupação global com a utilização de algoritmos e ferramentas de IA para influenciar processos democráticos, desde a disseminação de desinformação até à manipulação de eleitorados.