Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas hoje devido a bombardeamentos israelitas nos arredores de Beirute e sul do Líbano, em resposta a um ataque do grupo xiita libanês Hezbollah no norte de Israel.
O Exército de Israel informou que iniciou uma nova onda de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah no Líbano, depois de ordenar a retirada da população libanesa de cerca de cinquenta localidades no sul do país vizinho e bombardear Beirute, em resposta a uma ofensiva do grupo xiita com mísseis e drones contra o norte do Estado judeu.
De acordo com um comunicado em árabe divulgado na rede social X pelo porta-voz do Exército de Israel, Avichay Adraee, o Exército israelita começou a bombardear “novos alvos” do Hezbollah no Líbano, entre eles depósitos de armas e infraestruturas do grupo xiita em várias regiões do país, sem especificar quais.
O Exército de Israel ordenou na madrugada de segunda-feira a evacuação de 53 vilas e cidades do sul do Líbano, antecipando novos ataques contra o Hezbollah.
Israel lançou esta madrugada uma vaga de bombardeamentos intensa contra os bairros do sul de Beirute, logo a seguir à ofensiva do Hezbollah. O exército israelita explicou que se tratava de um “ataque seletivo” contra altos comandos do Hezbollah “na área de Beirute”.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o Presidente, Josep Aoun, classificaram como “irresponsável” e “perigoso” o ataque lançado hoje pelo grupo xiita Hezbollah contra o norte de Israel, condenando igualmente a ofensiva israelita contra o Líbano.
“Independentemente de quem esteja por detrás, o lançamento de projéteis a partir do sul do Líbano é um ato irresponsável e suspeito, que coloca em risco a segurança e a proteção do Líbano, e fornece pretextos a Israel para continuar com a sua agressão”, denunciou Salam na sua conta na rede social X.
“Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para capturar os autores e proteger o povo libanês”, acrescentou o chefe do Executivo.
Também o Presidente do país declarou que “o lançamento de foguetes a partir do território libanês põe em risco todos os esforços do Estado para manter o Líbano longe dos perigosos confrontos militares que assolam a região”.
O Governo libanês vinha há dias a procurar garantias de que o Hezbollah não se envolveria, caso os Estados Unidos atacassem o Irão.
Antes do início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o Irão no sábado, o Hezbollah fez, no entanto, saber que qualquer ataque contra o ‘ayatollah’ Ali Khamenei era uma linha vermelha.
Entre 2023 e 2024, a formação libanesa travou um conflito com Israel, que começou como uma demonstração de apoio a Gaza e acabou por provocar mais de 4.000 mortos e 1,2 milhão de deslocados no Líbano.