O regulador da aviação (ANAC) recomendou aos passageiros com viagens afetadas pela situação no Médio Oriente confirmarem os voos antes de viajar e lembrou que, se o voo não for cancelado, o reembolso depende das condições da tarifa adquirida.

Em comunicado publicado no seu site, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) aconselha os passageiros a consultarem as páginas de internet das transportadoras aéreas com as quais têm reservas confirmadas, para obter informação atualizada sobre os voos agendados e outra informação considerada relevante.

O regulador recorda ainda que “se o voo não for cancelado, e o passageiro optar por não viajar, um eventual reembolso está sujeito às condições da tarifa adquirida”.

A ANAC recomenda também a consulta da página do Ministério dos Negócios Estrangeiros com conselhos aos viajantes.

O conflito no Médio Oriente tem provocado perturbações na aviação regional, levando ao encerramento temporário de alguns aeroportos, à restrição de voos e a alterações de rotas por motivos de segurança, devido à instabilidade do espaço aéreo e ao risco de ataques ou intercetações militares.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, decidiram restringir temporariamente os voos por razões de segurança, já que o espaço aéreo regional tornou-se instável e potencialmente perigoso para a aviação civil devido à possibilidade de ataques ou intercetações militares.

O Aeroporto Internacional do Dubai é um dos principais centros de aviação do mundo e o mais movimentado do Médio Oriente, funcionando como principal ‘hub’ da Emirates e como um dos maiores pontos de ligação entre a Europa, Ásia, África e Oceânia.

Nos últimos dias, alguns voos começaram a ser retomados de forma gradual, mas o aeroporto continua a operar com horários reduzidos dando prioridade para voos essenciais ou de repatriamento.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.