O Portal da Queixa revelou, esta segunda-feira, que o jogo online ilegal em Portugal continua a lesar consumidores: só em 2025, foram registadas mais de duas mil reclamações.
Segundo o Portal da Queixa “em 2025, o Portal da Queixa registou 2.090 reclamações na subcategoria de Casinos e Casas de Apostas Online Ilegais, revelando um fenómeno persistente e amplamente disseminado, muitas vezes promovido através de influencers portugueses em plataformas digitais”.
“A análise evidencia que 72,08% das reclamações estão relacionadas com dificuldades na realização de levantamentos, incluindo atrasos prolongados, bloqueio de contas com montantes elevados e reembolsos nunca concretizados. Seguem-se as queixas por falta de segurança e fraude (18,76%), envolvendo suspeitas de burla, utilização indevida de dados pessoais e práticas consideradas enganosas”, apontou o Portal da Queixa.
Ao longo de 2025, “o número de reclamações manteve-se elevado durante todo o ano, com destaque para o mês de outubro, que concentrou 12% do total anual”.
No ranking das casas de apostas ilegais e casinos ilegais mais reclamados, “sobressaem plataformas sem licença em Portugal, com forte incidência de queixas associadas a práticas abusivas e falta de transparência”.
A análise do Portal da Queixa indicou ainda que “o impacto do jogo ilegal em Portugal é mais expressivo no género masculino, que representa 78,61% das reclamações. A faixa etária dos 35 aos 44 anos, é responsável por 46,94% das queixas e é nas zonas de Lisboa (16,56%) e Porto (14,31%), onde se concentra o maior volume de reclamações”.