A Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto tem um novo presidente: Jorge Miguel Oliveira Feliciano, da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense.
Nascido em 1977 na Cova da Piedade (Almada), Jorge Feliciano estudou Animação Sociocultural e desenvolveu trabalho no setor da juventude da Câmara Municipal de Almada, tendo estado envolvido em diversos projetos culturais e festivais, de Norte a Sul do país.
A nota biográfica enviada à nossa redação salienta o seu papel no plano associativo como fundador do Teatro Fórum de Moura e de A Lente – Teatro de Aumentar, estruturas onde assumiu funções de coordenação e programação. Tem também intervenção cívica na defesa da cultura e do associativismo enquanto pilares fundamentais de acesso democrático à criação cultural.
Enquanto criador, Jorge Feliciano desenvolve trabalho como encenador, escritor, fotógrafo e artista plástico. Antigo bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na área da encenação, é autor de obras literárias e teatrais, e participou em diversas exposições individuais e coletivas. “A sua eleição representa uma aposta numa liderança com forte ligação ao terreno”.
A eleição foi realizada a 21 de março, no auditório da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), em Lisboa, no decorrer do congresso da Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, que também debateu e definiu as principais linhas de orientação para o mandato 2026/2030.
No ato, foram também eleitos o Presidente da Mesa do Congresso: Manuel Moreira, da Associação Desportiva e Cultural de Santa Isabel; o Presidente do Conselho Fiscal, Paula Marques, do Clube de Campismo de Lisboa, e o Presidente do Conselho Jurisdicional, Sérgio Pratas, do Grupo União Lebrense.
Na sua intervenção, Jorge Feliciano considerou que grande parte dos problemas que o movimento associativo e popular enfrenta, não são criados pelo movimento, mas que a ele cabe solucioná-los.
“São antes problemas que têm vindo a ser criados por quem não tem como objetivo o bem-estar coletivo. E se grande parte destes problemas não foram criados pelo Movimento Associativo e Popular, cabe a ele – não só mas também – encontrar, como sempre encontrou, respostas que ajudem o nosso país a encontrar o rumo de desenvolvimento democrático, de progresso económico, social e cultural, profundamente ligado às aspirações do nosso povo, de transformação, emancipação e liberdade, onde os valores de Abril consagrados na Constituição da República Portuguesa tenham cumprimento”, afirmou.
Manuel Moreira, Presidente da Mesa do Congresso, destacou o Ano Internacional dos Voluntários, lembrando que, em Portugal, a grande maioria dos dirigentes das coletividades e associações culturais, recreativas ,desportivas, sociais e humanitárias, exercem as suas funções de forma totalmente voluntária.
“São homens e mulheres que dedicam tempo, conhecimento e responsabilidade à gestão de Instituições que servem milhões de pessoas… Os Voluntários são um valor estratégico para qualquer sociedade que aspire a ser mais justa, humana e solidária”, salientou.
O Congresso reuniu dirigentes e delegados de todo o país, sendo um momento alto do movimento associativo popular.