A presidente do Banco Central Europeu (BCE) deverá abandonar o seu cargo antes do final do mandato de oito anos em outubro de 2027, revela hoje o “Financial Times”.
Christine Lagarde quer sair do cargo antes das eleições presidenciais franceses em abril de 2027. A ideia é que Emmanuel Macron ainda consiga ser o responsável pela nomeação para o BCE, em conjunto com o chanceler alemão, antes das presidenciais que podem vir a ser ganhas pelo partido Reunião Nacional de Marine le Pen.
Desta forma, a decisão seria tomada sem os governos europeus terem de lidar com os mais altos responsáveis pelo partido de extrema-direita francês: Marine Le Pen ou Jordan Bardella.
Na sede do BCE em Frankfurt, oficialmente o tema ainda é tabu, com um porta-voz a dizer que a líder do BCE “está totalmente focada na sua missão e ainda não tomou nenhuma decisão sobre o fim do seu mandato”.
Em 2025, rejeitou notícias que a davam como certa na liderança do Fórum Económico Mundial.
Para o cargo de Frankfurt já há vários possíveis nomes para o cargo.
François Villeroy de Galhau deixou mais cedo o seu cargo para que Macron consiga nomear novo governador do Banco de França antes das eleições que podem vir a ser ganhas pela extrema-direita.
Espanha já garantiu que está pronta para acelerar a nomeação, garantiu o Governo de Pedro Sanchez esta semana, assumindo o desejo de ter um nome na comissão executiva do BCE, como o de Pablo Hernandez de Cos, que lidera atualmente o Bank For International Settlements.
O espanhol está entre os favoritos para liderar o BCE, a par do neerlandês Klaas Knot, segundo um inquérito realizado pela “Bloomberg”.
Pela equipa alemã, o presidente do Bundesbank Joachim Nagel e o membro da comissão do BCE Isabel Schnabel também já expressaram o seu interesse no cargo.
Mas os governos da Áustria e da Alemanha já defenderam que os devidos prazos de nomeação devem ser mantidos, com França a rejeitar responder ao tema.