O alerta de tsunami vai mesmo ser testado em Lisboa no dia 24 de março de 2026 (na próxima terça-feira), através do exercício denominado LisbonWave26.
Este é um exercício organizado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e pelo Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), no âmbito do Dia Internacional da Proteção Civil (que se assinala a 1 de março, mas com iniciativas ao longo do mês). O objetivo é testar o Sistema de Aviso e Alerta de Tsunami, familiarizar a população com o som das sirenes, as rotas de evacuação e os pontos de encontro, além de avaliar a coordenação entre entidades em caso de emergência real.
“O exercício LisbonWave26 decorrerá entre as 10h30 e as 12h00, com testes de cerca de 30 minutos às sirenes: à sequência de toques, seguir-se-á uma mensagem de voz em português e em inglês”, segundo a CML.
Além das quatro sirenes já instaladas – na Praça do Império, na Ribeira das Naus, no Passeio Carlos do Carmo e na Doca de Alcântara – a Câmara Municipal de Lisboa tem como objetivo “ter dez sirenes em funcionamento em toda a frente ribeirinha” até 2029.
“Temos vindo a apostar no reforço do investimento na Proteção Civil de Lisboa”, dotando-a de “mais recursos e de mais meios”, afirma o presidente da CML. Esta é “uma área crucial, que tem conquistado reconhecimento pelo empenho demonstrado e pela resposta cada vez mais eficaz”, diz Carlos Moedas.
Numa cidade “exposta a vários riscos naturais, como sismos, tsunamis, inundações, “exercícios como o LisbonWave26 são essenciais para reforçar a cultura de prevenção e de segurança”. O objetivo, acrescenta, passa por “contribuir, de forma decisiva, para que a população disponha de toda a informação e esteja preparada para situações de emergência com as quais poderá vir a ser confrontada no futuro”, conclui Carlos Moedas.
Para melhor articulação de “todas as entidades num cenário de catástrofe”, a CML organizou duas sessões de apresentação do sistema de alerta de tsunami, às Embaixadas, dia 20 de março, e às Juntas de Freguesia de Lisboa, dia 9 de março.