A ministra da Educação de Angola, Érica de Carvalho Aires, e o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, inauguraram esta segunda-feira um Complexo Escolar do Ensino Primário e 1.⁰ Ciclo do Ensino Secundário em Luanda, num investimento que ascende a 3,5 milhões de dólares (2,9 milhões de euros).
A infraestrutura, construída numa área de cerca de 4.500 metros quadrados, localizada no município dos Mulenvos, bairro Caop-A, província de Luanda, foi financiada pela Sonangol Serviços Integrados de Logística (Sonils) e pela Sonangol, petrolífera estatal.
Numa nota, o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, avança que a escola dispõe de 20 salas de aula, um bloco administrativo, posto de primeiros socorros, campo de recreio, áreas técnicas essenciais, com capacidade para acolher perto de 1.800 alunos, em três turnos de aulas, “contribuindo para reduzir o défice de acesso à educação na zona”.
Na sua intervenção, o titular da pasta dos petróleos angolano, Diamantino Azevedo, citado na nota disse que o setor vai continuar a contribuir para melhorias da condição social do país.
“Nós temos um programa ambicioso em colaboração com o Governo da província de Luanda. Vamos construir mais escolas para dar o nosso humilde contributo a esta situação muito complexa do país e de Luanda em particular”, referiu.
Há um mês, o Presidente angolano reconheceu que a taxa de crianças fora do sistema de ensino no país “é alta” por insuficiência de escolas devido à pressão demográfica, que “é grande”.
“Muito se tem construído no âmbito do PIIM [Plano Integrado de Intervenção nos Municípios] e não só, mas mesmo assim o défice continua alto, precisamos de continuar a construir e a construir rápido, um número bastante significativo de escolas, sobretudo do primeiro nível”, sublinhou João Lourenço, na cerimónia de tomada de posse da ministra da Educação, Erika Aires, em fevereiro passado.
O Recenseamento Geral da População e Habitação de 2024 angolano indica que aproximadamente 4,5 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 18 anos, estão fora do sistema de ensino, sendo a faixa etária dos cinco aos 11 anos a mais afetada, com cerca de 2,4 milhões de crianças fora da escola.
Em 2025, a ministra da Educação na altura, Luísa Grilo, apontou um défice de mais de 2.500 escolas em todo o país, para diminuição da quantidade de alunos a estudarem em condições precárias e a entrada de novos alunos para o sistema de ensino.
As autoridades angolanas indicaram, em 2024, que só Luanda, capital de Angola, apresentava uma necessidade 1.200 escolas até 2027.