Um novo estudo do Barómetro da Lusofonia, realizado pelo Ipespe em parceria com a CPLP, revelou, esta terça-feira, que a grande maioria dos cidadãos nos países de língua portuguesa sente os seus territórios vulneráveis às alterações climáticas. Em Portugal, 83% da população considera que o país não está devidamente estruturado para enfrentar secas, incêndios ou tempestades severas.

Segundo o estudo “apenas 16% dos portugueses confiam na preparação nacional” e “tempestades como a Kirstin e a Marta reforçaram este sentimento de insegurança institucional”.

A nível global, “a desconfiança é partilhada pelo Brasil (87%), Cabo Verde (96%) e São Tomé e Príncipe (91%). Timor-Leste é o mais “otimista”, embora com apenas 28% de avaliações positivas”.

Apesar do medo latente, o cientista político Antonio Lavareda, diretor do Ipespe, destaca um dado curioso: o clima quase não aparece como preocupação espontânea. Em Portugal, temas como saúde e economia dominam as prioridades, deixando a crise climática como um problema estrutural que, embora reconhecido, é “eclipsado por necessidades imediatas”.