Portugal registou nos últimos dois anos 114.050 pedidos de licenciamento para fogos de habitação nova no país. Contudo, e de acordo com a Confidencial Imobiliário (CI), foram licenciados e entraram em obra 72.800 fogos, ou seja 64% do total da habitação projetada. Deste modo, ficaram em suspenso, sem avançar para a fase de obra 41.270 fogos (36%).
Este valor mais do que duplicou em relação às 18.300 habitações (+125%) que ficaram em suspenso entre 2022 e 2023. Neste período, os fogos que não avançaram representavam 23% da carteira de 78.600 habitações com pedido de licenciamento, sendo que 77% da oferta projetada, num total de 60.300 fogos foi licenciada e avançou para construção.
A Área Metropolitana de Lisboa apresentou o maior desfasamento entre o número de fogos projetados e os licenciados. Entre 2024 e 2025, 41% da oferta potencial permaneceu por concretizar, o que corresponde a 10.600 fogos. Neste período, foram projetados 25.550 novos fogos, dos quais 59% foram licenciados, num total de 14.950 habitações.
Face a 2022-2023, o número de fogos projetados que permanece em suspenso aumentou 88%, já que nesse período ficaram 5.650 fogos por concretizar, representando 30% dos 18.600 então projetados. Cerca de 13 mil fogos foram licenciados e avançaram para construção na região metropolitana de Lisboa em 2022-2023.
Por sua vez, na Área Metropolitana do Porto, os últimos dois anos registaram pedidos de licenciamento para 25.530 novos fogos, dos quais 72% foram licenciados e avançaram para obra, correspondendo a 18.400 unidades.
Esta atividade deixa, assim, 28% da oferta potencial, cerca de 7.130 fogos – por concretizar. Apesar deste resultado, a região apresentou o desempenho mais penalizado face a 2022 e 2023, quando a totalidade dos 15.500 fogos projetados foram licenciados e avançaram para obra.