“Acho que este dia é um dia importante para a democracia, é um dia em que o voto é direto, o voto é direto numa individualidade, numa pessoa”, ao contrário das votações para as eleições legislativas, que “são dispersados segundo determinadas regras”, disse o candidato presidencial após votar na Escola Básica Manuel da Maia, em Campo de Ourique, Lisboa.

Manuel João Vieira confessou que em algumas eleições chegou a fazer “um dó li tá” para escolher em quem depositar o seu voto, mas desta vez disse que não tinha deixado a sua escolha ao acaso.

O candidato presidencial referiu ainda que a abstenção, “nos últimos 20 anos, tem sido historicamente muito elevada”, defendendo que “há muita gente que se importa simplesmente mais com o futebol do que com a política”.

“São capazes de ir ao estádio ver o futebol, mas a política não é uma coisa assim”, disse, aludindo que as pessoas não estão mais interessadas na política porque os deputados “não estão a dar toques na Assembleia da República”.

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.