A Assembleia Geral de Acionistas da Mapfre, reunida na passada sexta-feira em Madrid, ratificou as contas de 2025, onde o grupo ultrapassou a barreira dos mil milhões de euros de lucro líquido, registando um resultado bruto superior a 2.400 milhões de euros.
Como reflexo deste desempenho, foi aprovado o maior dividendo da história da empresa: 0,18 euros brutos por ação. Deste valor, 0,07 euros foram antecipados em novembro, sendo os restantes 0,11 euros pagos no próximo mês de maio. No total, a Mapfre distribuirá 554 milhões de euros pelos seus mais de 150 mil acionistas.
Perante os acionistas, o presidente da Mapfre, Antonio Huertas, destacou que estes resultados refletem “a força do modelo de negócio e o rigor técnico” aplicado nos diversos mercados.
Apesar do otimismo, Antonio Huertas não ignorou as incertezas macroeconómicas, apontando o conflito no Médio Oriente como o principal fator de volatilidade para a inflação e taxas de juro. Ainda assim, a confiança na resiliência do grupo levou à atualização das metas do Plano Estratégico 2024-2026. A Mapfre prevê agora fechar 2026 com um ROE superior a 13% e um Rácio Combinado entre 93% e 94%.
A Assembleia serviu também para apresentar a nova identidade de marca global da Mapfre, que procura transmitir uma imagem mais tecnológica e humana. No campo da inovação, o destaque vai para o crescimento do Centro de Inteligência Artificial, que em 2025 desenvolveu mais de 150 casos de uso, e para a plataforma tecnológica REEF, que já opera em mercados estratégicos como Espanha e América Latina.
No que toca ao negócio, a estratégia baseada nos “três Ps” (Proteção, Previdência e Património) permitiu um crescimento robusto em Vida e Investimento. Só na região Ibérica (Portugal e Espanha), o negócio de poupança e investimento atingiu os 3.200 milhões de euros em 2025.
A empresa reforçou ainda os seus compromissos sociais e de diversidade, contando já com 4,2% de pessoas com deficiência nos seus quadros e mais de 35% de mulheres em cargos executivos. No pilar ambiental, a Mapfre reduziu a sua pegada de carbono operacional em 24%, cumprindo a totalidade das metas de sustentabilidade previstas para o ano transato.
A reunião terminou com a reeleição de Pilar Perales e Ángeles Santamaría como conselheiras, consolidando a equipa que acompanhará Antonio Huertas no último ano do atual ciclo estratégico.