O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que o seu sucessor na Presidência da República terá uma tarefa mais difícil do que a que ele enfrentou, atribuindo esta maior complexidade à situação global atual.
Num discurso proferido esta quinta-feira, o Chefe de Estado sublinhou a imprevisibilidade que caracteriza a Europa e o mundo como o principal desafio para o próximo Presidente. Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ao contexto geopolítico volátil, marcado por conflitos, tensões económicas e incertezas, como fatores que irão condicionar e tornar mais exigente a função presidencial no próximo mandato.
“A conjuntura internacional é hoje muito mais complexa e imprevisível do que há oito anos. Quem vier a seguir terá de navegar num mar muito mais agitado”, declarou o Presidente, numa alusão clara ao seu primeiro mandato, que começou em 2016.
Estas declarações surgem num contexto de preparação para as próximas eleições presidenciais, marcadas para 2026, e são vistas como uma reflexão sobre o legado e os desafios que aguardam o próximo inquilino do Palácio de Belém. Analistas políticos interpretam as palavras de Marcelo como um reconhecimento de que a próxima presidência será fortemente moldada por fatores externos, exigindo uma capacidade acrescida de diplomacia e gestão de crise.