O Presidente da República anteviu, esta quinta-feira, que a recuperação dos efeitos das recentes tempestades será uma longa tarefa para autarquias e Governo, com custos mais altos do que inicialmente estimados e que implicará “desvio de fundos europeus”.
Em declarações aos jornalistas, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa comentou que “é dificílimo ser-se Governo nestes tempos de calamidades” e realçou os danos em “infraestruturas importantes” como a A1, um dano que recomendou que seja enfrentado “sem alarmismo, mas sem facilitismo”.
“Tudo isso somado exige não só mais dinheiro, mas mais tempo”, acrescentou o chefe de Estado, estimando que esta tarefa ocupará “praticamente a vida de muitos autarcas e uma parte importante da vida do Governo, nos próximos três anos ou quatro”.
O Presidente da República referiu que “os municípios não têm dinheiro, sem um reforço apreciável, para enfrentar aquilo que foram as consequências disto” e que “o Estado está a refazer permanentemente” os cálculos dos “montantes necessários para ocorrer a tudo”.
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “como é evidente, há um desvio de fundos europeus que em muitos casos estavam pensados para outras coisas importantes para o crescimento do país” e que vão ser canalizados para a reconstrução das zonas afetadas, incluindo “capacidades empresariais instaladas” que foram atingidas.