O antigo ministro da Administração Interna de Pedro Passos Coelho, Miguel Relvas, não exclui a possibilidade de apoiar uma candidatura nas eleições presidenciais, afirmando que “há duas candidaturas democráticas”. Em declarações à Renascença, Relvas acusou ainda o líder do PSD, Luís Montenegro, de ser “autocrático” por ter decidido que o partido não apoia nenhum candidato na segunda volta sem ouvir os órgãos sociais.

As declarações de Relvas surgem num contexto de debate interno no PSD sobre o posicionamento do partido nas eleições presidenciais, após a primeira volta não ter produzido um vencedor claro. A referência a “duas candidaturas democráticas” é interpretada como um sinal de que Relvas poderá vir a apoiar publicamente um dos candidatos que se enfrentam no segundo turno, divergindo assim da linha oficial de abstenção partidária definida por Montenegro.

A crítica ao método de Montenegro, classificando a decisão como tomada de forma autocrática sem consulta aos órgãos do partido, reflete tensões e diferentes visões sobre a democracia interna e a estratégia política do PSD num momento eleitoral sensível.