O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, reconheceu que o ano de 2026 tem sido difícil e que o caminho para a estabilidade económica e financeira está mais estreito. A declaração surge num contexto marcado por desafios significativos, tanto a nível nacional como internacional.

Sarmento apontou dois fatores principais que vão pesar nas contas públicas portuguesas: as tempestades que afetaram o Centro do país e o conflito no Médio Oriente, especificamente a guerra no Irão. Estes eventos, de natureza distinta, criam pressões adicionais sobre o orçamento do Estado.

Apesar destes constrangimentos, o ministro defendeu que Portugal deve manter o seu objetivo estratégico de reduzir a dívida pública. A consolidação das finanças públicas continua a ser uma prioridade para o Governo, que pretende não desviar-se da trajetória de sustentabilidade financeira.

Para mitigar os impactos económicos decorrentes do conflito no Médio Oriente, Miranda Sarmento adiantou que o Executivo está preparado para tomar medidas adicionais. Estas ações visariam proteger a economia nacional de choques externos, como a volatilidade nos preços da energia ou perturbações nas cadeias de abastecimento globais.

O Governo mantém-se assim vigilante face à conjuntura internacional volátil, procurando equilibrar a necessidade de responder a emergências e crises imprevistas com o compromisso de longo prazo com a disciplina orçamental.