O ministro da economia moçambicano lançou a primeira pedra para a construção de uma fábrica de clínquer e cimento, avaliada em 237 milhões de euros, com capacidade anual de um milhão de toneladas, no centro de Moçambique.
A fábrica é “um investimento estruturante enquadrado no Programa Nacional de Industrializar Moçambique”, segundo o Ministro da Economia, Basílio Muhate, citado numa mensagem do ministério da Economia em que é anunciado o avanço do projeto, no distrito de Chibabava, província de Sofala.
Com um investimento de 280 milhões de dólares (cerca de 237 milhões de euros), o empreendimento de capitais chineses contará com uma potência instalada de 28 megawatts (MW), “posicionando-se entre os mais relevantes empreendimentos industriais do setor de materiais de construção no país”.
“Com a entrada em funcionamento da unidade, o Governo espera reduzir significativamente as importações de cimento, melhorar a balança comercial, aumentar a oferta interna e reduzir os custos de construção, com impactos positivos na habitação, nas infraestruturas e no desenvolvimento económico”, lê-se na nota.
Sem avançar números, o Ministério da Economia refere que o empreendimento vai criar empregos diretos e indiretos, com especial incidência na juventude local, associada à formação técnica, transferência de conhecimento e valorização do capital humano moçambicano.
O ministério explica ainda que a fábrica apresenta potencial de abastecimento regional e exportação para os mercados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), reforçando, em simultâneo, a cooperação económica entre Moçambique e a República Popular da China.
O Presidente do Conselho de Administração da Sino Harbor Construction Group, um dos investidores, Cheng Biao, refere que, após a conclusão, prevista para 2027, o projeto dará um novo impulso à construção de infraestrutura e ao desenvolvimento industrial de Moçambique, promovendo a prosperidade económica local e melhorando o padrão de vida da sua população de diversas maneiras.
“Acreditamos firmemente que, com o forte apoio do Governo moçambicano em todos os níveis e dos nossos parceiros, e com os esforços conjuntos da equipe do projeto e de todos os construtores, alavancaremos nossos pontos fortes em financiamento, tecnologia, gestão e talento para garantir o bom andamento do projeto e sua conclusão bem-sucedida e dentro do prazo”, concluiu Biao.