O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, rejeitou as acusações da vereadora socialista Alexandra Leitão, que o acusou de manter Alberto Laplaine Guimarães ilegalmente no cargo de secretário-geral do município desde 2024. Em resposta, Moedas acusou a vereadora do PS de “desconhecimento” sobre a matéria e defendeu que não existe qualquer limite legal de 10 anos para o exercício do cargo.
A polémica surgiu após a vereadora Alexandra Leitão ter questionado publicamente a legalidade da permanência de Laplaine Guimarães no cargo, alegando que o estatuto do dirigente máximo da administração pública local impõe um limite máximo de dez anos. Carlos Moedas desvalorizou a crítica, afirmando que a interpretação da vereadora está incorreta e que a nomeação e manutenção no cargo são perfeitamente legais.
Esta troca de acusações ocorre num contexto de tensão política na autarquia de Lisboa, com o PS a contestar várias decisões da equipa liderada por Carlos Moedas. O cargo de secretário-geral é considerado crucial para o funcionamento da máquina administrativa municipal.