O líder do PSD, Luís Montenegro, anunciou a intenção de realizar as eleições diretas do partido já no mês de maio, antecipando o calendário. Num claro desafio ao seu antecessor, sem mencionar diretamente o nome de Pedro Passos Coelho, Montenegro apontou o dedo a “alguns intervenientes na cena mediática” que, na sua opinião, tentam desvalorizar o trabalho que o Governo está a fazer.
A decisão de avançar com as diretas para maio representa uma movimentação estratégica de Montenegro, que procura consolidar a sua liderança e encurtar o período de contestação interna. O desafio implícito a Passos Coelho para que se candidate e leve a disputa a votos acentua as divisões no interior do partido.
Este anúncio surge num contexto de crescente tensão entre a atual liderança social-democrata e figuras históricas do PSD, que têm sido críticas públicas da ação do Governo. Ao marcar a data das diretas, Montenegro força uma clarificação de posições e coloca os eventuais opositores perante a decisão de avançar ou recuar.