O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, criticou esta segunda-feira a opção do PSD e do CDS de não indicarem um sentido de voto para a segunda volta das eleições presidenciais, acusando o líder do PSD, Luís Montenegro, de se estar “nas tintas” para o país.

“O PSD e o CDS decidiram não dar indicação de voto. É uma posição que, do nosso ponto de vista, é uma posição de irresponsabilidade. O senhor Montenegro está-se nas tintas para o país, está-se nas tintas para o que vai acontecer”, afirmou Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

O líder comunista considerou que, perante o “momento decisivo” que é uma eleição presidencial, “os partidos têm a obrigação de se pronunciarem”. “Não se pode ficar numa situação de ‘não é connosco’. É connosco, é com todos”, sustentou.

A segunda volta das eleições presidenciais, que opõe o candidato apoiado pelo PS, João Azevedo, e o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal e Chega, Nuno Melo, realiza-se no próximo domingo, dia 26 de janeiro.