O primeiro-ministro Luís Montenegro exerceu antecipadamente o seu direito de voto para a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para o dia 8 de fevereiro. Ao fazê-lo, o líder do executivo apelou ao sentido de responsabilidade dos cidadãos, sem, no entanto, declarar publicamente o seu apoio a qualquer um dos candidatos em disputa.

O ato de votação antecipada, realizado num posto designado para o efeito, foi acompanhado por uma breve declaração onde Montenegro sublinhou a importância da participação cívica. “Devemos cumprir com sentido de responsabilidade a nossa democracia”, afirmou, reforçando a mensagem de que o exercício do voto é um dever fundamental para a saúde do sistema democrático português.

Esta posição de neutralidade pública por parte do chefe do Governo em relação aos candidatos presidenciais é consistente com a tradição política do cargo, que frequentemente se abstém de endossos formais em eleições para a Presidência da República, um órgão considerado suprapartidário.