O Museu de Arte Contemporânea MAC/CCB, em Lisboa, fica com 50 obras da Coleção Ellipse na exposição permanente, em regime de comodato, e pode aceder a mais 200 obras para programação anual, segundo um protocolo divulgado esta terça-feira.
O Ministério da Cultura revelou, esta terça-feira, que, na segunda-feira, foi assinado um protocolo que regula a cedência, em regime de comodato, de obras da Coleção Ellipse na exposição permanente e para programação do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB).
De acordo com o protocolo, assinado com a Museus e Monumentos de Portugal (MMP) foi decidida a cedência “de um número máximo de 50 obras” da Coleção Ellipse para a exposição permanente do MAC/CCB e “que deverão permanecer em exposição por um período de cinco anos”.
Durante esses cinco anos, as obras não devem ser retiradas ou postas em circulação, “salvo em casos de solicitação para exposições internacionais de reconhecido prestígio”.
O protocolo define ainda que são cedidas em regime de comodato um máximo de 200 obras de arte “para a atividade anual programática” promovida pelo MAC/CCB.
Na escolha das 200 obras este museu “terá preferência face a pedidos de outros museus ou entidades”.
A Coleção Ellipse, constituída pelo antigo banqueiro João Rendeiro, é composta por 849 obras de arte de artistas portugueses e estrangeiros, e está avaliada em 30 milhões de euros. Passou para a tutela pública em 2022, integrada no acervo da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), cuja gestão é da MMP.
O protocolo entrou em vigor na segunda-feira por um período de dez anos, automaticamente renovável.