A Comissão Europeia garantiu esta segunda-feira que a proibição de compra de gás russo é mesmo para avançar, apesar de dois estados-membros serem contra.
“Não vamos ajudar a financiar a guerra de Vladimir Putin. Isto é uma decisão muito positiva”, disse o comissário europeu de energia esta segunda-feira.
“Não é possível a Rússia chantagear membros da União Europeia. Esta é uma decisão muito importante”, acrescentou Dan Jorgensen em conferência de imprensa em Lisboa.
Sobre o facto de a Hungria e a Eslováquia não apoiarem a proibição, afirmou: “Preferia que fosse apoiadas por todos, mas dois não apoiam”.
No caso da Hungria que até pensa em contestar legalmente a decisão de Bruxelas, Dan Jorgensen destacou: “Posso garantir que a proposta é legalmente robusta”.
Mas os “estados-membros têm de aplicar a legislação, mesmo que discordem”, avisou.
A União Europeia aprovou o fim gradual das compras de gás natural à Rússia, quatro anos após a invasão da Ucrânia.
O fim das compras de gás natural liquefeito (GNL) termina no final de 2026. No caso do gás via gasoduto, a proibição arranca em meados de 2027, mas a ser completa a 30 de setembro de 2027.