O Neom, um projeto do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, deverá ser redesenhado e também reduzido de forma significativa, avança o Financial Times (FT). O empreendimento cobre uma área aproximadamente do tamanho da Bélgica. Este projeto pertence ao Fundo de Investimento Público (PIF), que tem quase um bilião de dólares em ativos, sendo presidido por Mohammed bin Salman. O portfólio de megaprojetos do PIF também está a ser revisto.

Esta revisão do Neom deve ficar concluída até ao final do primeiro trimestre.

O projeto, é localizado no noroeste da Arábia Saudita, foi concebido para “apoiar a diversificação da economia do Reino e fornecer soluções urbanas para que as pessoas e o planeta possam prosperar em harmonia”. O projeto possui vários polos como Trojena, The Line, Oxagon, Sindalah, Magna.

De acordo com o FT a The Line, que é uma cidade linear futurista que funciona como a peça central do Neom, deve ser fortemente reduzida. De acordo com fontes consultadas pela publicação britânica o Neom poderá ser agora um polo de centros de dados, fazendo com que a Arábia Saudita se torne uma referência na área da inteligência artificial.

Apesar da remodelação do projeto, e de acordo com o FT, o Neom possui prazos rigorosos de modo a que esteja pronto para receber a Expo 2030 e o Campeonato do Mundo de futebol em 2034.

A Neom, em declarações ao FT, disse que está “sempre à procura de formas de implementar e priorizar as suas iniciativas para que estejam alinhadas” com os objetivos nacionais e criem valor a longo prazo, adiantando que “está a avançar com projetos em consonância com as prioridades estratégicas, a prontidão do mercado e o impacto económico sustentável”.

De acordo com fonte consultada pelo FT o Neom deverá ter um maior foco nos setores industriais, onde se inclui a transformação da região num polo de centros de dados. A mesma fonte referiu, citada pela publicação britânica, que os centros de dados precisam de refrigeração a água, e tendo em conta que a infraestrutura deverá ficar perto da costa a refrigeração deve ser feita com água do mar.

A Neom adiantou também ao FT que o reino da Arábia Saudita está a trabalhar no sentido de estabelecer a região como um centro global para dados e inteligência artificial, pelo que tem como foco a “atração de investidores, parceiros e inquilinos nestes setores de rápido crescimento”.

A publicação britânica sublinha que após o anúncio do lançamento do Neom, em 2017, forma anunciados vários megaprojetos para a região, onde se inclui o The Line, com uma extensão de 170 quilómetros. O The Line está também a ser alvo de remodelação depois de ter sido fortemente reduzido face aos planos iniciais.