Os lucros da Novabase caíram 14,6% para cerca de 5,5 milhões de euros no ano passado. A tecnológica aponta que o recuo no resultado líquido ficou a dever-se ao “reconhecimento de reservas de conversão cambial negativas no montante de 5,6 milhões de euros, sem impacto em caixa, na sequência da alienação da subsidiária em Angola”.
Na mensagem do CEO, Luís Salvado, destaca que “o Resultado Líquido reduziu-se 15% devido ao reconhecimento de reservas de conversão cambial negativas no montante de 5,6 milhões de euros, sem impacto em caixa, na sequência da alienação da nossa subsidiária em Angola”. Isto é, a queda do resultado líquido foi influenciado exclusivamente por efeitos não operacionais e não monetários decorrentes da reciclagem de reservas de conversão cambial após a alienação da subsidiária em Angola.
Segundo o comunicado publicado no site da CMVM, a Novabase fechou o exercício de 2025 com um crescimento de 16% no EBITDA e uma margem recorde de 15,2% no segmento NextGen, consolidando uma estratégia de rentabilidade que “privilegiou o valor em detrimento do volume”.
Embora o volume de negócios tenha registado uma redução de 7% num ano, refletindo uma estratégia seletiva sobretudo no Médio Oriente, o EBITDA total cresceu 16%, impulsionado por uma expansão da margem em 240 pontos base, destaca a empresa.
Apesar da redução de 7% na faturação, o foco em ofertas de maior valor permitiu um crescimento de 16% no EBITDA e a duplicação do lucro das operações continuadas, com a margem NextGen a atingir o recorde de 15,2%, explica a Novabase.
O segmento NextGen foi o principal motor desta performance, atingindo uma margem EBITDA recorde de 15,2% — o nível mais elevado de sempre e uma subida de 3 pontos percentuais face a 2024.
Esta robustez operacional permitiu que o resultado das operações em continuação quase duplicasse, fixando-se nos 12,5 milhões de euros.
A empresa sublinha que a solidez financeira da Novabase permanece resiliente, terminando o ano com uma posição de Net Cash de 30,6 milhões de euros, mesmo após o expressivo pagamento de 1,35 euros por ação aos seus acionistas.
A pegada internacional da organização é hoje central, com 67% do volume de negócios do segmento NextGen a ser gerado fora de Portugal, sendo que os mercados da Europa e Médio Oriente representam 94% deste negócio internacional.
Com uma base de talento composta por 1.262 colaboradores, a empresa continua a expandir a sua influência, registando um crescimento de 4% na sua base de clientes e servindo atualmente 6 dos 10 maiores operadores de telecomunicações na EMEA.
O foco em ofertas de transformação operacional baseadas em inteligência artificial, nomeadamente em Autonomous Networks, tem sido o fator de diferenciação que sustenta o crescimento na Europa, diz a Novabase.
Num ano marcado pela aceleração da AI Transformation e pela forte expansão internacional — com 67% do negócio gerado fora de Portugal —, a tecnológica entregou um retorno total de 71% aos acionistas.
Este desempenho sustenta a proposta de um dividendo de 0,40 euros por ação e reflete um retorno total ao acionista de 71% no ano, consolidando uma valorização acumulada de 667% desde 2019, superando largamente os índices de referência.
“O mercado de capitais tem recompensado esta consistência na execução: em 2025, o retorno total para o acionista foi de 71%, superando de forma inequívoca os índices EuroStoxx Technology (12%) e PSI All-Share (29%). Se analisarmos o período desde o anúncio da estratégia em 2019, o retorno acumulado atinge os 667%, comparando com valorizações muito inferiores nos índices de referência. Perante este cenário de solidez, o Conselho de Administração proporá uma remuneração acionista de 0,40 euros por ação na próxima Assembleia Geral, reafirmando o compromisso com a criação de valor sustentada enquanto a empresa lidera o novo ciclo de AI Transformation no setor”, refere a empresa.