O Instituto Superior Miguel Torga (ISMT) criou um Laboratório de Psicologia que integra muito cedo os estudantes nos projetos de investigação.

O Instituto rompe assim com o modelo tradicional do ensino superior ao integrar estudantes do 1.º ciclo em projetos de investigação científica, dotando-os de competências práticas e acesso a tecnologia de ponta desde o primeiro dia. Pois, ao contrário do modelo convencional, onde a investigação é maioritariamente reservada a mestrados e doutoramentos, o ISMT permite que os seus estudantes mais jovens colaborem ativamente em projetos científicos e experimentais.

Equipado com tecnologias avançadas, como sistemas de eletroencefalografia (EEG), medição da atividade eletrodérmica e equipamentos de biofeedback, o laboratório funciona como uma ponte entre a teoria da sala de aula e a prática clínica.

Segundo Helena Espírito Santo, co-coordenadora do laboratório, o objetivo é claro, “os alunos de licenciatura passam a ter uma participação ativa em todas as fases da produção de conhecimento, o que lhes permite desenvolver o seu pensamento crítico e adquirir competências práticas desde cedo”.

Neste espaço, os estudantes assumem o papel de investigadores principais ou co-investigadores, trabalhando lado a lado com docentes em teses e projetos de investigação aplicada.

Para estruturar este apoio, o ISMT criou inclusivamente uma bolsa de investigação exclusiva para alunos de licenciatura, promovendo um envolvimento contínuo e profissionalizante.

A tecnologia disponível no laboratório permite aos futuros psicólogos o contacto direto com a avaliação psicofisiológica e neurofisiológica. Laura Lemos, também co-coordenadora e investigadora, sublinha que este modelo é ainda pouco comum em Portugal pela sua precocidade: “O nosso objetivo é que os alunos não sejam meros observadores. Queremos que enriqueçam a sua formação através da experiência empírica”.

Esta dinâmica estende-se às próprias unidades curriculares, onde os estudantes participam nos estudos — ora como investigadores, ora como participantes — respeitando rigorosos critérios éticos e supervisão docente. Esta abordagem transversal é particularmente relevante nas áreas da Psicologia Clínica e Neuropsicologia.

Além da vertente académica, o novo laboratório cumpre uma função social e de apoio à comunidade. O espaço presta suporte direto ao Gabinete de Apoio Psicológico do ISMT, disponibilizando instrumentos de diagnóstico e tecnologias de avaliação que reforçam a eficácia da intervenção psicológica prestada pela instituição.