Quase 100 mil pessoas votaram nulo na segunda volta das eleições presidenciais, ultrapassando o recorde anterior de 2011, registado na reeleição de Cavaco Silva. Este número representa um marco histórico de abstenção ativa através do voto nulo.

Paralelamente, os votos em branco atingiram os 173 mil, constituindo o segundo maior número em eleições presidenciais e um valor quase três vezes superior ao registado na primeira volta de janeiro. A conjugação destes dois fatores – votos nulos e em branco – reflete um nível de descontentamento ou indecisão sem precedentes no eleitorado português num ato eleitoral desta natureza.