Os obrigacionistas da SIC aprovaram hoje, em assembleia geral, uma alteração crucial às condições do empréstimo “Obrigações SIC 2024-2028”. A decisão, tomada por unanimidade dos presentes, é o passo necessário para viabilizar um investimento estratégico de 17,3 milhões de euros por parte da MFE – MediaforEurope.

Em reunião realizada esta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, os detentores das Obrigações SIC 2024-2028 deram “luz verde” à proposta do Conselho de Administração para alterar as cláusulas de reembolso antecipado. Com 37.638 votos a favor e nenhuma oposição, a estrutura de controlo acionista da estação passa a ter uma nova definição jurídica.

O que muda na prática?

Até agora, os investidores podiam exigir o reembolso imediato do seu capital caso a família Balsemão perdesse o controlo da maioria da SIC. Com esta aprovação, essa salvaguarda (cláusula de change of control) é ajustada pois os obrigacionistas só poderão exercer o direito de reembolso antecipado se os sucessores legais de Francisco Pinto de Balsemão deixarem de deter, direta ou indiretamente, pelo menos um terço (33,3%) do capital e dos direitos de voto da empresa.

De acordo com o comunicado enviado à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a eficácia desta alteração está estritamente condicionada à entrada de novo capital no grupo.

A MFE – MediaforEurope, gigante europeu de media, comprometeu-se a subscrever e realizar integralmente um aumento de capital na Impresa no valor de 17,3 milhões de euros. A alteração das condições das obrigações produzirá efeitos no exato momento em que este investimento for formalizado.

Esta operação sinaliza um reforço da estrutura de capital da SIC e uma aproximação estratégica ao grupo internacional MFE, garantindo simultaneamente a continuidade da influência da família fundadora na gestão do grupo de Paço de Arcos.