André Moz Caldas, um dos dirigentes do Partido Socialista (PS) e autor da moção que José Luís Carneiro leva ao Congresso, afirmou que o PS não vai procurar o Governo para negociar “o que quer que seja”. No entanto, o dirigente socialista deixou em aberto a possibilidade de mudanças na relação com o PSD e o Executivo, especialmente em torno da escolha dos juízes do Tribunal Constitucional.
Moz Caldas garantiu que “nunca haverá uma rutura do compromisso de estabilidade” estabelecido entre os partidos, sublinhando que haverá sempre espaço para entendimentos “úteis” para o país. Estas declarações surgem no contexto da preparação do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) e refletem a posição estratégica do PS face ao Governo liderado pelo PSD.
O dirigente socialista, cuja moção será debatida no próximo Congresso do partido, insiste na autonomia do PS, recusando-se a assumir uma postura de procura ativa de negociações com o Governo. Apesar disso, a porta não está totalmente fechada a diálogos futuros, desde que estes sejam considerados benéficos para os interesses nacionais.
A questão da nomeação dos juízes do Tribunal Constitucional é apontada como um potencial ponto de viragem na relação entre as duas principais forças políticas, podendo ditar uma nova dinâmica no panorama político português.