Aos operadores de jatos privados está a ser cobrado até 50 mil dólares (43.135 euros) em custos de seguros, devido aos riscos de guerra, de modo a que as aeronaves aterrem no Médio Oriente. As taxas podem por vezes duplicar o preço para fretar uma aeronave para a região, avança o Financial Times.
De acordo com a mesma publicação, em alguns casos, os operadores de jatos estão a reabastecer fora da região, como forma de reduzirem os custos do seguro, fazendo com que seja reduzido o tempo que passam na região do Golfo.
O Financial Times salienta que apesar do aumento inicial da procura de viagens privadas para o Golfo, depois de ter rebentado o conflito entre Estados Unidos, Israel, e Irão, esta procura foi diminuindo à medida que as companhias aéreas foram retomando os voos para a região. Contudo ainda existe um tráfego assinalável de voos fretados para a região.
O fundador da plataforma EnterJet, Charles Robinson, citado pelo Financial Times, referia que por norma um seguro típico cobria o Médio Oriente, mas que face ao conflito que atualmente existe na região, tem sido necessária uma “cobertura adicional” para poderem entrar na região.
“O custo é bastante significativo. Já assistimos a casos em que, para uma única viagem, o seguro contra riscos de guerra chegou a custar 50 mil dólares (43.135 euros), além da tarifa padrão para fretar. Isto depende do aeroporto em questão, do tempo de permanência em terra nesse aeroporto e de várias estipulações diferentes no contrato de seguro”, referiu Charles Robinson ao Financial Times.
Já o co-CEO de uma corretora que freta aeronaves, Toby Edwards, salientou que a Victor recebe cotações que variam entre as 10 mil libras e as 30 mil libras (11.510 euros e 34.530 euros) para um seguro contra riscos de guerra, um preço que varia consoante o tipo e a idade da aeronave.
O Financial Times salienta que os preços para fretar um avião no Golfo Pérsico triplicaram nos primeiros dias do conflito. A mesma publicação salienta que fretar um jato de grande porte custava cerca de 10 mil libras (11.510 euros) por hora de operação, e com o início do conflito o valor duplicou para cerca de 20 mil libras (23.020 euros), o que inclui os custos de seguro.