O ouro tem quebrado recordes sucessivos nos últimos meses à boleia da instabilidade geopolítica e comercial global, ameaçando o estatuto do dólar de ativo de reserva de referência nos mercados. A valorização deve continuar, embora com correções temporárias e sem a variação das últimas semanas, e o Banco de Portugal (BdP), com uma das maiores reservas do mundo, viu o seu balanço crescer – embora ainda longe, por exemplo, do stock de dívida pública nacional.

O metal precioso disparou no último ano, valorizando 65% no mercado londrino, onde fechou 2025 com uma cotação de 4.310 dólares (3.621,4 euros) por onça. Ainda assim, o rally continuou em janeiro, quando a matéria-prima bateu recordes absolutos com 5.595 dólares (4.701,4 euros) por onça no dia 29, registando uma impressionante subida de 25,7% desde o dia 8 até então. Após este pico, uma forte correção de 21,3% empurrou a cotação para a casa dos 4.404 dólares (3.700,3 euros) a 2 de fevereiro, o mínimo deste episódio, tendo desde então recuperado até 5.110 dólares (4.293,4 euros).