O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também convidou o chefe do Estado do Vaticano, o papa Leão XIV, para fazer parte do Conselho de Paz, que foi lançado para gerir o futuro de Gaza. “Nós também recebemos o convite, e o Papa recebeu-o. Estamos a refletir sobre o que devemos fazer. Estamos atualmente a analisar a questão a fundo, e creio que é uma questão que exige tempo para reflexão e resposta”, disse o Cardeal Pietro Parolin, segundo na hierarquia do Vaticano, citado pela imprensa italiana. “Trump está a convidar vários países para participarem, e creio ter lido que a Itália também está a refletir sobre a possibilidade de aderir”, indicou o cardeal Pietro Parolin.

Apenas alguns países, entre eles o Egipto, a Turquia e Israel, aderiram ao Conselho de Paz. O Egipto anunciou que o presidente Abdel Fattah al-Sissi aceitou o convite de Trump para integrar o Conselho de Paz. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que sim, à semelhança do rei Mohamed VI de Marrocos, do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed ben Zayed Al Nahyane, e do rei do Bahrein, Hamad ben Issa al-Khalifa. Também aceitaram os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e os primeiros-ministros da Hungria, Viktor Orbán, e da Arménia, Nikol Pashinyan.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ter recebido um convite, mas que não se imaginava a participar ao lado da Rússia, dado que Vladimir Putin também figurava na lista de convidados.

Vale a pena recordar que o Vaticano não é um Estado-membro da ONU, apenas possuindo o estatuto de Estado Observador Não Membro. Este estatuto garante ao Vaticano a participação em debates e acesso a documentos, mas sem direito a voto nas assembleias gerais, embora tenha direitos plenos em agências especializada. A explicação para a sua ausência emana do que o próprio Vaticano considera ser a sua essência: enquanto representação de Deus na terra, a sua posição é de algum modo supranumerária em relação a qualquer grupo de países ‘civis’.