O antigo primeiro-ministro Passos Coelho considerou que a escolha de Luís Neves para a Administração Interna constitui um “precedente grave”. A declaração foi feita no contexto da nomeação do ex-diretor da Polícia Judiciária para o cargo de ministro da Administração Interna, um movimento que gerou controvérsia política.

Passos Coelho alertou para os riscos desta transição direta de uma posição de chefia policial para um cargo político de tão alto nível, argumentando que pode comprometer a perceção de independência e neutralidade das instituições. O ex-primeiro-ministro sublinhou a importância de separar claramente as funções de direção operacional de investigação criminal das responsabilidades governativas.

Esta nomeação tem sido alvo de debate público, com defensores a argumentarem que a experiência de Luís Neves na segurança interna é um trunfo, enquanto críticos, como Passos Coelho, veem o movimento como problemático para o equilíbrio institucional.