O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e o secretário-geral adjunto da UGT mostraram abertura para voltar à mesa das negociações com o pacote laboral, em entrevista ao “Eco”.

“Temos disponibilidade total. Estamos totalmente disponíveis para [reunir] hoje mesmo”, admitiu o presidente da CIP, Armindo Monteiro. Também o presidente da CCP, João Vieira Lopes, mostra abertura para voltar à mesa da negociação, e frisa que esta confederação tem sido sempre defensora “de se tentar chegar a um acordo”.

Por sua vez, o secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, esclareceu que foram as confederações empresariais, e não esta central sindical, que deram por terminadas as negociações.

Estas afirmações sucedem as declarações do Presidente da República, António José Seguro, que apelou a nova ronda negocial sobre leis do trabalho para um “acordo equilibrado” entre as partes.

“O país precisa de um acordo equilibrado em matéria de legislação laboral. E das informações que recolhi, nada está fechado. E por isso o meu apelo, renovo aqui, é que os representantes dos trabalhadores, os representantes dos empresários e o Governo voltem rapidamente a sentar-se para encontrarem uma solução capaz de um acordo equilibrado entre as partes”, referiu.

Em declarações à Lusa, esta segunda-feira, 9 de março, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, excluiu mais negociações na concertação social. “Não está previsto. O Governo irá agora definir uma posição: se leva a legislação à Assembleia da República e em que formato, se o inicial ou se algumas contribuições vão ser incorporadas. Ficou nesse ponto.”

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, na sequência de mais uma reunião que juntou os líderes das quatro confederações patronais, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, e o secretário-geral da UGT, Mário Mourão.