O ex-líder do CDS-PP, Paulo Portas, anunciou publicamente o seu voto para a segunda volta das eleições presidenciais. O antigo vice-primeiro-ministro declarou que irá votar em António José Seguro, justificando a escolha no facto de este ser o “candidato moderado”.
Portas fez questão de vincar a sua posição, afirmando que “sabe muito bem desde o início em quem nunca votaria para Presidente da República”, numa clara alusão ao outro candidato em disputa, André Ventura. Esta tomada de posição de uma figura histórica da direita moderada portuguesa é vista como um gesto político significativo no contexto de uma eleição polarizada.
A declaração de voto de Paulo Portas surge numa fase decisiva da campanha para a segunda volta, marcada para o próximo domingo, e poderá influenciar eleitores do centro e da direita menos radical. O apoio explícito a Seguro, candidato apoiado pelo PS, por parte de um antigo líder do CDS, sublinha os contornos atípicos e as divisões políticas que esta corrida presidencial tem gerado.