O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou os partidos de direita de serem “cúmplices e responsáveis diretos” pela subida dos preços dos bens essenciais, estabelecendo uma ligação direta entre a política externa e o poder de compra dos portugueses.
Raimundo apontou o dedo à responsabilidade da direita no recente ataque ao Irão, argumentando que este tipo de ações tem um impacto imediato e negativo na economia, nomeadamente nos custos da energia e dos produtos básicos. Para o líder comunista, estas posições belicistas e de alinhamento incondicional contribuem para a instabilidade global que se reflete depois nas contas das famílias.
Esta acusação surge num contexto de crescente preocupação com o custo de vida em Portugal, com o PCP a tentar capitalizar o descontentamento popular e a vincar a sua narrativa de que as opções políticas da direita têm consequências económicas diretas e prejudiciais para a população.