O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, criticou os iranianos que celebraram o ataque militar contra Israel e acusou o Governo português de hipocrisia na sua posição sobre o conflito. “É a segunda vez que o Governo se verga perante a vontade dos Estados Unidos de fazer da base das Lajes uma plataforma de ataque”, afirmou Raimundo, referindo-se à utilização da base açoriana em operações militares.
A declaração surge no contexto da recente escalada de violência no Médio Oriente, após um ataque de grande escala lançado pelo Irão contra Israel. O líder comunista condenou as celebrações por parte de alguns iranianos, considerando-as uma “glorificação da guerra e do sofrimento”.
Paralelamente, Raimundo atacou a posição do executivo português, acusando-o de duplicidade de critérios. “Condenamos veementemente qualquer celebração de violência, mas também condenamos a hipocrisia de um Governo que, por um lado, fala de paz e, por outro, permite que o território nacional seja usado como rampa de lançamento para agressões militares”, sustentou.
A crítica do PCP centra-se na autorização dada pelo Governo português para a utilização da Base das Lajes, nos Açores, no apoio logístico a operações militares internacionais. O partido considera que esta atitude contradiz os discursos oficiais de apelo ao diálogo e à resolução pacífica de conflitos.
O PCP exige uma “posição coerente e principista” de Portugal na cena internacional, que passe pelo “respeito estrito pela soberania nacional” e pela “não participação em aventuras belicistas”.